
Segundo o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, os jogos e as brincadeiras propiciam a ampliação dos conhecimentos infantis por meio de atividades lúdicas, por isso que o brincar na escola deve ser levado a sério e deve fazer parte do currículo escolar. As crianças, e muitos adultos também, não imaginam o quanto estão aprendendo, conhecendo e descobrindo o mundo!
O grande pensador suiço Jean Piaget (1896-1980) deixou grandes contribuições sobre esse tema e classificou o jogo em quatro tipos:
- De exercício: se caracteriza pela repetição de uma ação pelo prazer que ela proporciona e é uma das primeiras atividades lúdicas dos bebês, quando balança o chocalho sem parar ou joga objetos no chão repetidas vezes.
- Símbolo: envolve o faz-de-conta, a representação que ocorre quando os alunos brincam de pirata, de escolinha, de casinha ou super-heróis ou quando manipulam objetos e lhes atribuem significados diferentes, tratar um cabo de vassoura como cavalo por exemplo.
- De regras: exige que os participantes cumpram normas e considerem fatores que influenciam o resultado: atenção, concentração, raciocínio e sorte.
- De construção: construir e usar diversos objetos para criar um novo, uma cidade com blocos de madeira ou um aviãzinho de sucata.
Nos estudos de Lev Vygotsky (1896-1934) vê-se especial atenção aos jogos de representação (simbólicos), onde afirmou que não existe brincadeira sem regras, pois os pequenos se envolvem nas atividades de faz-de-conta para entender o mundo onde vivem, usando a imaginação. Enquanto brinca que dirige um carro, a criança procura seguir regras de conduta social e convivência, expandindo sua compreensão sobre o mundo.
Referência: Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil/Revista Jogos e brincadeiras - Nova Escola Edição Especial.